20 de julho de 2017

Banana Bread


Dia desses eu estava procurando o que fazer para o café e vi uma receita de banana bread, mas como eu não tinha bananas em casa, fiquei só na vontade.
Guardei a receita para outro dia, então quando eu tinha as bananas, não tinha as castanhas. Resolvi fazer mesmo assim. Só digo uma coisa: façam!
Embora seja um pão, como é um quick bread, que é um pão de fermentação rápida - tanto que usa fermento químico ao invés de biológico, ele se assemelha muito a um bolo. Independente do que ele é ou deixa de ser, ele é delicioso e ninguém vai resistir.


Banana Bread
(adaptado daqui)

3 bananas pratas maduras

1/2 xícara de açúcar mascavo
1/2 xícara de açúcar cristal
1/4 de xícara de óleo vegetal
2 ovos

2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento químico 
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
2 colheres (chá) de canela em pó

Como fazer?
Amasse bem as bananas. Junte o óleo, os ovos, os açúcares, o sal e a canela e misture bem.
Peneire por cima a farinha junto com o fermento e o bicarbonato. Misture com uma espátula até ficar homogêneo.
Disponha numa forma de pão untada e enfarinhada, leve para assar em forno pré-aquecido em temperatura média. Faça o teste do palito (o meu assou em cerca de 35 minutos).
 

Espero que gostem!
Beijocas e até a próxima! :)

11 de julho de 2017

Pãozinho de batata com gostinho de infância


Eu nem ia postar essa receita, já que é igualzinha essa daqui, só trocando a batata, mas é que eu senti uma sensação tão maravilhosa quando comi esse pãozinho que resolvi fazer um post especial, só pra ele.
Eu sei que não é a receita oficial da mamãe, pois nem ela mesma se recorda. Eu lembro vagamente dela prepará-lo, ficava o dia todo por conta das 'rosquinhas de batata' e eu e minha irmã rondando, querendo saber que horas estaria pronto.
Quanto mordi esse pãozinho, me teletransportei para aquela época. Tempos sem preocupações que existem hoje, sem estresses tão constantes na vida adulta e que para ser feliz bastava um pãozinho preparado pela mamy. Foi literalmente uma delícia. Espero que vocês façam e que gostem, e se possível, sintam uma coisa tão boa quanto eu senti.
Para remeter completamente minha infância, fiz uma versão com caldinha simples de açúcar* e salpiquei com coco fresco raladinho.


Pãozinho de batata Máh
(rendimento: 1 pão de forma ou 12 pãezinhos)

1/2 xícara de batata, cozida** e amassada
1 ovo
1/4 de xícara de leite morno
1/4 de xícara de açúcar
10g (1 envelope) de fermento biológico seco
2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
1 colher (sopa) de óleo vegetal
1/2 colher (chá) de sal
Farinha de trigo até dar o ponto


Como fazer?

Misture bem o leite, o fermento e o açúcar. Acrescente a batata, o ovo, a manteiga e o óleo e misture até ficar homogêneo.
Junte 1/2 xícara de farinha, misture bem e coloque o sal. Vá acrescentando a farinha aos poucos, sempre mexendo bem. Quando a massa começar a ficar pesada para mexer com uma colher, passe para uma bancada e sove bastante, pelo menos uns 10 minutos. Cuidado para não acrescentar farinha demais.
Coloque a massa numa tigela, cubra com papel filme e deixe descansar num local morno (sempre deixo dentro do forno ou do microondas, desligados) por mais ou menos 1 hora, ou até dobrar de tamanho.
Passado o tempo de descanso, dê alguns soquinhos na massa para tirar o ar, modele os pães como desejar e coloque na forma untada e enfarinhada e deixe crescer até dobrar de tamanho.
Leve para assar em forno pré-aquecido, temperatura média por mais ou menos 20 minutos, ou até dourar.
Caso deseje, pincele os pães com um ovo batido.


Para fazer na máquina de pão ou batedeira planetária: Siga os mesmos passos e ordem dos ingrediente, vá juntando a farinha aos poucos e deixe a máquina sovar o pão.

*Para a calda: 2 medidas de açúcar para 1 de água, leve para ferver até engrossar, mas sem caramelar. Essa caldinha é daquela que 'açucara' quando esfria.
**Para cozinhar a batata eu lavo bem, seco e colo-as inteiras no microondas, dependendo do tamanho da batata, demora uns 3-5 minutos para estar bem macia. Espete-a, se ainda estiver dura, cozinhe por mais alguns minutos. Como a batata absorve muita água, isso impede que ela fique mais úmida que necessário.


Espero que gostem!
Beijocas e até a próxima! :)

3 de julho de 2017

Panna Cotta de Cumaru e Geleia de Framboesa


Dia desses, não me lembro a ocasião, mas fiz panna cotta, marido AMA.
Não se assuste com o cumaru e a framboesa, usei apenas porque eu tinha a mão. Panna cotta é bem neutra e aceita diversas combinações, sinta-se livre para criar. E faça também essa versão, é maravilhosa.
Em tempo: cumaru ou fava tonka é também conhecida como baunilha brasileira. A sementinha é usada ralada e além de extremamente aromática, é muito saborosa.


Panna Cotta de Cumaru e Geleia de Framboesa da Máh

Panna Cotta
1 xícara de creme de leite fresco
1 xícara de leite
1/3 de xícara de açúcar
1 colher (chá) de gelatina sem sabor*
2 colheres (sopa) de água
1 semente de cumaru ralada na hora

Geleia de Framboesa
400g de framboesas (usei congelada)
Suco de 1 limão
1/4 de xícara de açúcar**

Como fazer?
Para a panna cotta, misture o leite, o creme de leite, o açúcar e o cumaru ralado e leve ao fogo. Mexa para dissolver o açúcar e quando a mistura começar a ferver, desligue e tampe a panela. Deixe a mistura em infusão por pelo menos 10 minutos.
Disponha a água em uma tigelinha, polvilhe a gelatina e espere 1 minuto até que hidrate. Leve ao microondas ou ao banho-maria até derreter. Adicione a gelatina na mistura reservada, misture bem e passe a mistura por uma peneira. Divida o creme nos recipientes escolhidos e deixe esfriar completamente e só então leve a geladeira até firmar completamente. Sirva gelada com a geleia.

Para a geleia, leve todos os ingredientes ao fogo e mexa esporadicamente. Deixe cozinhar até ficar na consistência desejada. Utilize em temperatura ambiente ou gelada.


*Caso queira a panna cotta mais firme, dobre a quantidade da gelatina.
**Eu gosto de geleia com pouco açúcar, caso você prefira mais doce, use o açúcar a gosto.

Caso vá fazer somente a geleia, para conservá-la melhor, coloque-a quente num vidro esterilizado deixando mais ou menos 1 dedo de espaço na borda, tampe bem e vire-as de ponta cabeça e deixe-as assim até esfriar. 
Para esterilizar, lavo bem os vidros e deixo-os no forno por uns 15-20 minutos. As tampas são fervidas por 10 minutos.

Espero que gostem.
Beijocas e até a próxima! :)






1 de julho de 2017

O estrogonofe da Rita e 6 anos do blog


Não sei se já contei para vocês, mas todo dia 13 tem comemoração entre mim e o marido. Explico: nosso primeiro beijo foi num dia 13, nosso casamento também, então arranjei essa desculpazinha esfarrapada para comemorar.
No último dia 13 eu estava meio sem criatividade para cozinhar, no dia anterior havia sido dia dos namorados e eu estava com preguiça. Pois é, acontece aqui também.
Fiquei o dia pensando o que eu prepararia para o jantar e então me deu uma vontade doida de comer estrogonofe, mas o original, com creme de leite e cogumelos frescos. Aproveitei que eu tinha um pedaço de filé em casa, saí do trabalho, passei no mercado para comprar o que faltava e recorri a receita da minha musa inspiradora, Rita Lobo e olha... foi o MELHOR estrogonofe que já comi e fiquei me perguntando por que eu nunca havia feito assim.

Fiz 1/3 da receita original e rendeu 4 porções. Acrescentei a farinha para dar uma encorpada, mas é opcional. Ah, e usei o whisky pois eu não tinha conhaque,


Estrogonofe da Rita
(adaptado daqui)

500g de filé mignon picado em tirinhas
200g de cogumelos-de-paris frescos em fatias não muito finas
1 cebola média, picada
1 dente de alho, picadinho
1 xícara de creme de leite fresco
1 colher (sopa) de extrato de tomate
1 colher (sopa) de molho inglês
1 colher (sopa) de whisky 
1 colher (sopa) de ketchup
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de farinha de trigo
Sal e pimenta moída na hora, a gosto

Como fazer?
Regue uma panela com um fio de azeite e leve ao fogo para aquecer.
Vá dourando as tirinhas de carne, que devem estar em temperatura ambiente, aos poucos. Não coloque tudo de uma vez na panela. A cada leva de carne, regue a panela com um fio de azeite. Repita o processo com toda a carne e reserve.
Regue a panela com o restante do azeite e junte a cebola. Refogue bem até ela murchar, raspando bem para retirar os 'queimadinhos' da panela.
Junte o alho e refogue mais um minutinho. Acrescente a farinha e mexa para incorporar. Junte o extrato de tomate, o molho inglês, o whisky e o ketchup e mexa. Junte a carne reservada e os cogumelos, regue o creme de leite, tempere com sal e pimenta. 
Mexa delicadamente e deixe ferver até encorpar, mexendo esporadicamente. Servi com arroz, salada e batatas assadas. 
DIVINO!

Ahhh, e por falar em comemoração, no último dia 22 o Pimenta Preta completou 6 anos. Agradeço a cada um de você que passa por aqui e faz parte dessa história. 💗


Beijocas e até a próxima!